O projeto de revitalização do Cine Capitólio é de 2010. Este passou por alterações em 2015 e foi revogado pelo Iphaep A prefeitura pretende construir


Em 22/04/2018

 



Uma década. É o tempo que se estende o conflito de ideias entre a Prefeitura de Campina Grande e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) a respeito do Cine Capitólio, localizado no centro da cidade.

 

Uma reunião foi realizada na última sexta-feira, 20, com o intuito de entrar em um consenso sobre o projeto de revitalização.

 

O espaço que exibiu grandes filmes de 1930, quando foi fundado, até o final da década de 1990, quando foi tombado pelo Iphaep como Patrimônio Histórico e Cultura da Paraíba, em nada mais se parece com aqueles tempos áureos.

 

O glamour, sustentado pelo prédio por tantos anos, não impediu que a ferrugem, as rachaduras, pichações, ambulantes, tomassem conta do espaço. Os 10 anos de entrevero entre as instituições só aumentam a iminência de desabamento.

 

O projeto de revitalização do Cine Capitólio é de 2010. Este passou por alterações em 2015 e foi revogado pelo Iphaep.

 

A prefeitura pretende construir no local, um espaço destinado ao lazer e a cultura, com cafeterias, bombonieres, bibliotecas, livrarias, área de exposição e duas salas de cinema no primeiro andar. Para isso, teria que se elevar a fachada do prédio.

 

Segundo a diretora executiva do Iphaep, Cassandra Figueiredo, a modificação estaria em desacordo com a legislação patrimonial.

 

– Tem alguns pontos no projeto apresentado que não corresponde com a legislação e é irregular. Então queríamos ajustar isso desde o início – disse.

 

O secretário de Planejamento da Prefeitura de Campina Grande, André Agra, discorda e disse que as modificações são feitas em várias partes do país e do mundo.

 

– O que propomos é elevar um terço da fachada do Capitólio para viabilizar os cinemas. É um centro multicultural e atende todo o passado histórico do local. O projeto é espelho do que acontece já em Bananeiras, São Paulo, Rio de Janeiro, Veneza, Lion. O mudo todo adota essa postura, só que não está sendo aceita em Campina Grande – ressaltou.

 

O promotor do Meio Ambiente, Eulâmpio Duarte, disse que há 10 anos se tenta resolver o problema e nada acontece.

 

– O tempo de resolver já passou porque o Capitólio está numa iminência de cair. Existe esse risco para a população que circunda o local. Lamento que as instituições durante todo esse tempo, tenham negligenciado esse interesse de resolver – enfatizou.

 

Uma nova reunião foi marcada para o dia 18 de maio para analisar as mudanças no projeto.

 

FONTE: PARAÍBA ONLINE

FOTO: REPRODUÇÃO/TV PARAÍBA


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