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Paraíba MEL DO AMOR

Estudante de sexologia alerta sobre venda de “melzinho do amor” no Sertão

Operações policiais pelo Brasil também estão recolhendo em lojas esse produto e recomendando a não comercialização dele. Vários casos já foram registrados no país.

18/07/2021 11h07 Atualizada há 2 semanas
Por: Da Redação Fonte: Patos Online
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma estudante de sexologia multidisciplinar, que se identificou apenas pelo nome de Cacau Morais, procurou o Patosonline.com neste sábado, 17 de julho, e demonstrou preocupação com o grande número de lojas que estão comercializando, de forma indiscriminada, em Patos, um estimulante sexual que, segundo ela, é responsável por causar grandes danos à saúde das pessoas. O produto conhecido por “melzinho do amor” contém em sua composição os mesmos químicos do Viagra, só que em doses até três vezes maiores.

Entre esses químicos, encontra-se o Citrato de sildenafil, que é um vasodilatador, e que foi omitido na descrição de composição do produto, o que também é crime. Embora seja doce e pareça inofensivo, o “melzinho do amor” contém doses extremamente tóxicas e pode causar diminuição arterial, o que leva à morte, em muitos casos.

Vendido como produto natural, ele vai além, provoca grandes reações no corpo, o que tem despertado o interesse em jovens pelo Brasil. O sildefanil também pode ser encontrado em medicamentos para pessoas com hipertensão cardíaca e pulmonar. A Anvisa proibiu a comercialização do “melzinho do amor”.

“Estou vendo a comercialização banal do “melzinho do amor”. Para quem não sabe, ele não é aprovado pela Anvisa, e contém Sildenafil, em quantidade três veze maiores do que no Viagra. Eu já entrei em contato com a Vigilância Sanitária de Patos e com a Secretaria de Saúde para iniciar a retirada desse item do mercado”, disse a estudante.

Cacau disse ainda que tentou comunicar a alguns vendedores de Patos sobre o risco de vender esse produto, mas ela disse que eles riram da cara dela e pediram para que ela não “atrapalhasse as vendas”. Entre os produtos existem as marcas já conhecidas da galera da internet, e outros similares.

Operações policiais pelo Brasil também estão recolhendo em lojas esse produto e recomendando a não comercialização dele. Vários casos já foram registrados no país.

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