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João Azevêdo participa de evento do BNDES e defende criação de fundo para a caatinga

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual destacou os desafios que a Paraíba enfrenta por conta do clima e defendeu a criação de um fundo para cuidar exclusivamente da caatinga.

10/07/2024 às 20h05 Atualizada em 15/07/2024 às 14h37
Por: Da Redação Fonte: Secom/PB
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Foto: Reprodução
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O governador João Azevêdo participou, nesta quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de um evento em que a instituição apresentou o Fundo Clima e o Programa BNDES Invest Impacto a governadores do Consórcio Brasil Verde, do qual a Paraíba faz parte com a coordenação do bioma caatinga. Na ocasião, o chefe do Executivo estadual destacou os desafios que a Paraíba enfrenta por conta do clima e defendeu a criação de um fundo para cuidar exclusivamente da caatinga.

Durante o evento, que contou com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e teve como tema “O Papel do Fundo Clima no Financiamento dos Estados Brasileiros”, foram detalhadas as condições de acesso ao Fundo Clima e do Programa Brasil BNDES Invest Impacto, visando à elaboração de projetos estaduais que possam ser financiados pelo banco, com foco na mitigação das mudanças climáticas.

Em sua fala, o governador João Azevêdo destacou os desafios que a Paraíba ainda enfrenta por conta da situação climática, defendeu celeridade dos projetos e a criação de um fundo exclusivo para a caatinga, bioma cuja coordenação é da Paraíba no Consórcio Brasil Verde. “É extremamente necessário que a gente tenha um fundo para cuidar da nossa caatinga, que é um bioma único, que é um bioma que precisa ser olhado, com uma capacidade de recuperação extraordinária”, disse, externando satisfação pelo encontro e defendendo celeridade nos projetos.

“Numa região como o Nordeste, nós temos que desenvolver constantemente a capacidade de resiliência e de convivência com o Semiárido — o Estado da Paraíba tem 90% dos seus municípios nessa região. Na Paraíba, se tem a logística de transporte resolvida, as questões de energia resolvidas. Mesmo assim, um dos itens que fazemos investimentos, e não são pequenos, é água. Essa possibilidade de utilização de recursos como o Fundo Clima abre um leque muito grande de oportunidades para os estados”, observou o gestor paraibano.

Por sua vez, o presidente do BNDES destacou a importância de investimentos na mitigação das mudanças climáticas. “Em 50 anos, os desastres naturais já respondem por metade dos desastres do planeta, 45% de todas as mortes no mundo e por 74% de todas as perdas econômicas. E essas estatísticas estão numa velocidade espantosa, em aceleração. Nós estamos falando de 11 mil desastres naturais que foram reportados, mais de 2 milhões de pessoas morreram, 3,4 trilhões de dólares de perdas”, disse Mercadante, citando como fonte a Organização Meteorológica Mundial/Escritório da ONU para Redução dos Riscos de Desastres e ressaltando que o Fundo Clima deve chegar a R$ 10,4 bilhões com as novas condições anunciadas em abril deste ano.

O presidente do Consórcio Brasil Verde e governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, enalteceu a participação do BNDES no processo de mitigação das mudanças climáticas dos estados. “O fortalecimento do Fundo Clima é um caminho importante, porque nós já temos linhas de financiamentos de outras instituições, mas o BNDES entrar com uma linha de financiamento que possa se fortalecer a cada ano para financiar estados e municípios, o setor produtivo, as empresas, com a tarefa da transição energética, mecanismo de controle de desmatamento, obras de adaptação, é muito importante e necessário”, acrescentou.

Os investimentos — O Fundo Clima cresceu e atingiu R$ 10,4 bilhões, com novas condições anunciadas em abril deste ano. É um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e está vinculado ao MMA.

O Programa BNDES Invest Impacto possibilita que os governos estaduais apresentem um conjunto de investimentos e, depois, submetam o detalhamento técnico dos projetos individuais para aprovação do Banco. A solução possui condições favoráveis para projetos que reduzam vulnerabilidades socioeconômicas e promovam a mitigação e/ou adaptação às mudanças climáticas.

O Consórcio Brasil Verde é formado por 15 entes federados: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe.

O evento contou, ainda, com a participação do diretor do BNDES, Nelson Barbosa; com o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, representantes do MMA, entre outras autoridades.

 

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