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Paraíba COVID-19

Profissionais do sexo da Paraíba apoiam mobilização nacional por vacinas

O movimento ganhou força depois que cerca de duas mil prostitutas paralisaram suas atividades nesta semana em Belo Horizonte.

03/04/2021 11h32 Atualizada há 2 semanas
Por: Da Redação Fonte: Polêmica Paraíba
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Associação das Prostitutas da Paraíba (APROS-PB) decidiu apoiar um movimento nacional que reivindica vacinação em massa para profissionais do sexo. A entidade aponta risco de contaminação de mulheres, que seguem expostas à Covid-19 e enfrentam vulnerabilidade econômica com fechamento de casas noturnas por causa das restrições econômicas.

O movimento ganhou força depois que cerca de duas mil prostitutas paralisaram suas atividades nesta semana em Belo Horizonte.  Em entrevista à reportagem do Polêmica Paraíba, a coordenadora da Apros-PB, Luza Maria Silva, informou que a reivindicação ocorre porque a atividade das profissionais oferece risco. A vacina é fundamental para que elas voltem ao trabalho de forma segura.

“Como vão prestar um serviço de forma sexual se tem que manter o distanciamento, não é? Então, nada mais justo do que sejam vacinadas, para que prestem o serviço de forma segurança e garantam a sua saúde. Claro, precisamos fazer uma movimentação nesse sentido, pressionar o governo para que priorize as prostitutas a se vacinarem”, declarou.

Segundo Luza Maria, somente na grande João Pessoa, são cerca de 300 profissionais expostas diariamente aos riscos da pandemia. Ainda não há um balanço oficial sobre prostitutas infectadas com a Covid-19. “Não temos um número exato, pois desde o ano passado muitas ficaram nas ruas, muitas foram para casa e algumas pessoas não tinham ninguém que lhe dessem apoio. Mas algumas tiveram sim, Covid-19”, informou Luza.

Enquanto não voltam a atuar de forma segura, as profissionais do sexo se adaptam em outras atividades. A segunda da nova remessa do auxílio emergencial deve amenizar, temporariamente, a situação do público. Por causa do último decreto estadual, as casas de sexo seguem fechadas no estado. “Precisamos fazer uma movimentação, chamar a atenção nesse sentido”, reafirmou.

 

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